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João Camillo de Oliveira Torres


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O escritor, acadêmico, historiador, professor, jornalista e funcionário público João Camilo de Oliveira Torres, nasceu em Itabira do Mato Dentro (hoje Itabira), Minas Gerais, a 3l-07-1915.

Após concluir o curso secundário no Ginásio Sul-Americano da capital mineira, João Camillo foi estudar Filosofia na antiga Universidade do Distrito Federal (UDF), no Rio de Janeiro. Retornou a Belo Horizonte como funcionário do antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários - IAPC -, em cujos quadros ingressara em 1942. Ele dedicou- se também ao magistério, ao jornalismo e à pesquisa histórica.

Como professor lecionou Sociologia, Antropologia e Etnografia, Ética, Estética, Filosofia da Educação, História do Brasil e Filosofia Moral entre os anos de 1944 e 1950. Integrou, ainda, o corpo docente da Universidade Mineira de Arte.

João Camillo foi eleito para a Academia Mineira de Letras, em 1953, onde sucedeu a Plínio Sérgio de Noronha Mota, fundador da cadeira nº 39, que tem como patrono José Basílio da Gama.

Jornalista profissional, foi redator-chefe da Folha de Minas e redator de O Diário, ambos de Belo Horizonte, além de colaborador dos principais órgãos da imprensa do Rio de Janeiro, de São Paulo, Porto Alegre, Recife, Curitiba e Petrópolis.

No IAPC, ocupou os cargos de Secretário da Junta de Julgamento e Revisão e de Delegado Regional em Minas Gerais. Na condição de técnico, secretariou, em 1956, a Comissão de Reforma da Previdência Social, cujas conclusões serviram de base para o projeto apresentado ao Congresso Nacional pelo Presidente da República.

Após a unificação do sistema previdenciário, foi Coordenador de Seguros Sociais e Superintendente Regional do INPS em Minas Gerais, tendo morrido em pleno exercício da última função, a 31 de janeiro de 1973. Nomeado Diretor do Arquivo Nacional pelo Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, em 1964, não chegou a tomar posse.

João Camillo pertenceu ainda ao IHGMG, à Academia de História de Portugal e ao Instituto de Sociologia e Política de Minas Gerais e foi membro do Conselho Estadual de Educação e do Conselho Universitário da UCMG. Como representante do Governo brasileiro, participou das comemorações do quarto centenário da cristianização das Filipinas.

Esse homem de mil histórias publicou mais de 40 obras, dentre elas literatura infantil e juvenil, história do Brasil e de Minas Gerais, estudos sobre educação moral e cívica, entre outros.

Desses trabalhos, três foram laureados. O primeiro deles, O homem e a montanha, recebeu o Prêmio Diogo de Vasconcelos, da Academia Mineira de Letras. O segundo foi A democracia coroada, que conquistou o Prêmio Cidade de Belo Horizonte, da prefeitura da capital mineira, como obra inédita de erudição e o Prêmio Joaquim Nabuco, da Academia Brasileira de Letras, logo depois de sair a primeira edição. O terceiro trabalho premiado foi Os construtores do Império que recebeu o prêmio do Instituto Nacional do Livro relativo ao ano de 1968

Dicionário Biográfico Brasileiro - período republicano - 1889-1991.

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